Palavra do presidente

É TEMPO DE TRABALHAR

Em decorrência da recente crise, vivenciamos uma mudança na ordem econômica mundial, onde o Estado passa a ter um papel altamente significativo no destino da sociedade, das empresas, dos consumidores e do setor público, exigindo que a trajetória do agronegócio seja repensada, pois a expansão generosa de crédito, a taxas bem superiores às do crescimento da economia, já não é mais possível.

Será necessário promover a inovação, lutar pela redução de juros e impostos, rever orçamentos e gestão, conciliar políticas públicas com as iniciativas privadas, de forma que seja possível garantir emprego e renda e preparar o país para gerações futuras, buscando a competividade em uma economia cada vez mais aberta, sem comprometer a estabilidade.

Precisamos produzir respeitando o vizinho, o consumidor e o meio ambiente, fazendo o máximo para que a nova estratégia dê certo, pois sabemos o que acontece quando o indústria desacelera.

Ao longo das últimas décadas, o Agronegócio Caju tem sido altamente significativo para economia do Nordeste, sendo visível o nosso potencial de crescimento, pois ainda possuímos 42.000 milhões de hectares propícios à cultura do caju. Para isso, entretanto, é imprescindível a integração entre os setores privado, agrícola, industrial e governamental.

Será necessário,também, que toda a Cadeia Produtiva do Caju seja monitorada, desde a produção da muda enxertada até a comercialização da amêndoa, sem esquecer a casca e o LCC, de grande potencial químico e energético.

O Agronegócio Caju, entretanto, não pode prescindir do apoio dos Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, Ciência e Tecnologia e do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio.

Em nível estadual, as tradicionais parcerias entre o Sistema FIEC, FAEC e SEBRAE são fundamentais, assim como as relações com as instituições de ensino, pesquisa e extensão tecnológica, a exemplo das grandes contribuições da SECITECE, do NUTEC, da Secretaria de Desenvolvimento Agrário – SDA e da EMBRAPA.

O caju é considerado um símbolo do nosso estado e da nossa gente. O aproveitamento industrial integral da castanha de caju e do pendúnculo, feito com os requisitos exigidos pela atual conjuntura econômica, poderá vir a ser uma fonte inesgotável de geração de riqueza e emprego para o Ceará e o Nordeste.

É tempo de “trabalhar”.

Antônio Lúcio Carneiro
Presidente do Sindicaju

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